Carlos Oliveira

Estudante de Jornalismo – Repositório de trabalhos

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A crítica da mídia no Brasil, maio de 2009

Publicado por Carlos em Julho 10, 2009

Ideias recolhidas em apresentação-palestra de Eugênio Bucci

A mídia brasileira, a obrigatoriedade do diploma, os grandes pólos comunicacionais e o como construir uma crítica consistente foram pauta de conversa com Eugênio Bucci, jornalista, no dia 22 de abril de 2009.

Formar uma crítica coerente e madura do atual cenário da comunicação brasileira requer a proposição de alternativas, do contrário a crítica não pode evoluir para mudança. É no que acredita Eugênio Bucci, presidente da Radiobrás entre 2003 e 2007 e atual professor da USP. Um passo positivo no sentido dessa contraposição seria despersonalizar pessoas e entidades (tais como donos de grandes emissoras e redações) como mantenedores estritos de uma ordem social injusta.

Bucci crê, para além da inviabilidade de culpa de agentes isolados, que os monopólios no setor da comunicação se devem a falta de leis e fiscalização. Faltas essas que abrangem a indefinição do tamanha máximo de oligopólios na Constituição nacional.

A dinâmica entre a atividade jornalística e a assessoria de imprensa – dinâmica esta especialmente rica no Brasil – traz à pauta também o debate sobre a obrigatoriedade do diploma para o curso de Jornalismo (exclusividade do país).

O professor não credita mais ou menos dignidade a nenhuma das duas profissões. Por outro lado, é mais assertivo quanto à exigência do documento: para Bucci o  que importa, de fato, seja na discussão da obrigatoriedade, seja num debate mais amplo, é a qualidade (ou falta de) das graduações em Jornalismo. Desse modo, a discussão sobre a obrigatoriedade (que é, no limite, binária: sim ou não) seria menos importante do que a avaliação da qualidade da formação em si: “como estão sendo formados os futuros jornalistas” ao invés de “eles terão diploma?”.

Sobre a relação mídia-Estado, Eugênio Bucci é categórico: acredita que o último não deveria, em hipótese alguma, servir-se de serviços de anúncio. O professor também lembrou temas clássicos, mas nunca desinteressantes, no debate sobre a profissão. Ele retomou a volatilidade do conceito de verdade na profissão, não esquecendo que o que nós jornalista dizemos ser a verdade muitas vezes está atrelado a uma conjuntura específica.

Publicado em 2009, Critica da Imprensa, Faculdade, Mídia Impressa | Com as tags : , | Deixar um Comentário »

 
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